O que ver e fazer em Senglea, uma das Three Cities de Malta

Senglea é uma das cidades que formam as The Three Cities, conjunto de históricas vilas portuárias maltesas localizadas na área interna do porto Grand Habour, sendo essa a menos populosa delas – as outras são Cospicua e Birgu. Aliás, Senglea é considera a cidade menos populosa de Malta, com aproximadamente 2.700 habitantes que vivem em seus quase 800 metros quadrados. Em compensação, essa também é considerada a 2° localidade mais densamente povoada da ilha, depois de Sliema.

Kalkara, outra pequena vila localizada nessa região, é por muitas vezes também incluída no circuito das The Three Cities.

Senglea vista da cidade de Birgu
Típica rua da cidade
  • História

A história da urbanização em Senglea tem inicio em 1311, quando a pequena capela de São Julião foi construída em uma das penínsulas da Grand Habour, próxima ao litoral.

Mas foi por volta de 1565 que Senglea ganhou destaque, justamente por ter desempenhado um papel importante no Grande Cerco de Malta, quando o Império Otomano tentou conquistar a ilha de Malta, então mantida pelos Cavaleiros Hospitalários. O cerco durou quase quatro meses, de 18 de maio a 11 de setembro de 1565, mas os otomanos saíram derrotados, pois não conseguiram conquistar Senglea. Por isso, até hoje a cidade é conhecida como Città Invicta ou Civitas Invicta, que literalmente significa Cidade Invicta, titulo esse dado pelo Grão-Mestre Jean Parisot de Valette.

Com o passar dos séculos, a cidade foi se desenvolvendo, chegando a ter quase 10 mil habitantes, mas durante a II Guerra Mundial, Senglea sofreu grandes ​​bombardeios que devastaram a maior parte de suas construções e mataram muitos de seus cidadãos. Em 16 de janeiro de 1941, um ataque relâmpago da Luftwaffe no navio HMS Illustrious, ancorado nas proximidades, causou a morte de 21 pessoas e destruiu muitos edifícios, incluindo a Basílica.

Já em maio de 1990, o Papa João Paulo II visitou Senglea para comemorar o 50º aniversário do bombardeio pela Luftwaffe, sendo que um monumento que homenageia as vítimas locais da guerra foi inaugurado ao lado da Basílica em 5 de setembro de 1991.

Atualmente, Senglea vive a base do turismo, tendo recebido em 2010 o prêmio Destinos Europeus de Excelência para o turismo aquático.

Área costeira de Senglea
Arquitetura típica
  • Como chegar

Se você está em qualquer uma das outras cidades que formam as Three Cities, você pode ir caminhando até Senglea, já que elas estão coladas uma nas outras. Também é possível ir de carro, o que não recomendo, pois é difícil estacionar.

Para ir de ônibus, você pode utilizar a linha 2 do transporte público, ônibus que faz a ligação direta entre Cospicua e Valletta em cerca de 20-30 minutos. De Cospicua, a caminhada dura cerca de 15 minutos. As linhas 1, 3, 4, 124, 213 também atendem a região, mas em geral, tem trajetos mais longos.

Uma outra opção bacana e tipicamente maltesa é utilizar o ferry ( € 9) entre Valletta e o porto de Senglea. A viagem dura poucos minutos, mas rende lindas vistas da baía.

A principal entrada de Senglea
  • O que ver e fazer

  • Fortificações de Senglea

As muralhas defensivas que circulam a cidade começaram a ser construídas em 1552, quando o Forte Saint Michael foi inaugurado. Já as outras fortificações foram construídas na década seguinte, quando Senglea foi oficialmente fundada pelo Grão-Mestre Claude de la Sengle. As reformas continuaram até o século XVIII, mas grande parte das fortificações foram demolidas entre os séculos XIX e XX. Hoje, tudo o que resta das fortificações de Senglea são os bastiões voltados para o mar e para a cidade de Cospicua.

Bastião de São Miguel (o local da torre do relógio era originalmente o Forte de São Miguel)

  • Basílica da Natividade de Maria

Também conhecida como Basílica de Nossa Senhora das Vitórias, essa é a igreja paroquial de Senglea e uma das mais belas de Malta. Foi construída pelo arquiteto Vittorio Cassar em 1580 e elevada ao título de Basílica pelo Papa Bento XVV em 1921. Durante a II Guerra Mundial, a igreja foi completamente destruída, tendo sido reconstruída em 1956.

Em seu acervo, há um importante conjunto de manuscritos dos séculos XVII e XVIII que ajudam a contar um pouco da história dos Cavaleiros de Malta.

  • Triq II – Vitorja

Essa é a principal rua de Senglea, ligando o portão de entrada à Igreja de São Filipe. Aqui também estão as principais lojas da cidade, mercadinhos e um caixa eletrônico internacional ATM (informação importante para os turistas hehe. É também um ótimo lugar para observar a arquitetura local.

  • Igreja de São Filipe

Construída no início do século XV, essa rica igreja foi reconstruída em 1561 e novamente reconstruída na década de 1950, após ter sido danificada durante os bombardeios da II Guerra Mundial.

  • Igreja de São Julião

Em 1311, quando Malta estava sob domínio aragonês, foi construída a pequena a igreja de São Julião, com um cemitério adjacente, sendo essa considerada a primeira construção da cidade que viria a se tornar Senglea.

O dia 27 de janeiro de 1730 marca mais um dia importante na história desta igreja: Dom Paolo Alferan de Bussan visitou a igreja e declarou São Julião padroeiro especial de Senglea, juntamente com Nossa Senhora da Natividade.

  • Gardjola Gardens

Localizados na ponta da península de Senglea, os Jardins Gardjola foram planejados pelo Grão-Mestre De La Sengle em 1551 com uma torre de guarda construída na ponta dos bastiões. A torre da guarda, chamada de ‘Il-gardjola’, tem vários símbolos esculpidos como um olho, uma orelha e o pássaro guindaste, representando a tutela e observância protegendo as costas maltesas.

Os jardins têm palmeiras e proporcionam um local para relaxar à sombra enquanto aprecia a vista. Alias, a vista de lá é fascinante, sendo possível observar Valletta e o Forte de Santo Ângelo.

A incrível vista dos jardins
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