Roteiro de atrações pelo Centro Histórico de Jundiaí

Reconhecida como um dos principais polos econômicos do Estado de São Paulo, Jundiaí também está entre as cidade mais seguras e com melhor desenvolvimento social do país.

Com mais de 300 anos de história desde sua fundação, Jundiaí preserva em seu centro histórico importantes construções que testemunham esse grande desenvolvimento. Vamos conhecê-lo?! 😍

Jundiaí vista do alto

  • Informações práticas

Nome: Jundiaí
Estado: São Paulo
Fundação: 14 de dezembro de 1656
População: 463 mil (2025) – 12° estado | 51° país
Gentílico: jundiaiense
IDH: 0.822 – 4° do estado entre 645 municípios
Distância até a capital: 57 km


  • Breve história de Jundiaí

A história de Jundiaí está diretamente ligada ao processo de ocupação do interior paulista pelos bandeirantes. A região era originalmente habitada por povos indígenas e começou a ser povoada por colonizadores portugueses por volta de 1615, quando o casal Rafael de Oliveira e Petronilha Rodrigues Antunes se estabeleceu na área conhecida como Mato Grosso de Jundiaí.

O crescimento do povoado levou à construção da Igreja de Nossa Senhora do Desterro entre 1649 e 1651, marco fundamental para a consolidação da comunidade. Em 14 de dezembro de 1656, o então povoado foi elevado à categoria de vila com o nome de Vila Formosa de Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí, tornando-se um importante ponto de passagem para bandeirantes e tropeiros que seguiam rumo ao interior do Brasil.

Região Central de Jundiaí

Nos séculos XVIII e XIX, a economia local evoluiu das pequenas lavouras de subsistência para a produção de cana-de-açúcar, café e, posteriormente, uvas, cultura que se tornou uma das marcas da cidade. A posição estratégica entre a capital paulista e o interior favoreceu seu desenvolvimento, especialmente após a chegada da ferrovia em 1867, que impulsionou o comércio, a industrialização e a imigração europeia, principalmente de italianos.

Ao longo do tempo, o extenso território original de Jundiaí foi desmembrado, dando origem a diversos municípios do interior paulista, entre eles Campinas.

Jundiaí vista do alto

  • De onde vem seu nome?

O nome Jundiaí vem da língua tupi e significa “rio dos jundiás”, em referência ao peixe de água doce chamado jundiá, abundante nos rios da região. A palavra combina jundiá com y (rio ou água), refletindo a forte relação dos povos indígenas com o ambiente local antes da colonização.

Parque da Cidade

  • Roteiro de atrações do Centro Histórico

A lista de atrações abaixo estão localizadas relativamente próximas uma das outras, então a melhor forma de visitá-las é fazendo um passeio a pé (sem falar que se você estiver de carro, pode ser dificil encontrar vagas livres em determinados horários).

  • Catedral Nossa Senhora do Desterro

A Catedral Nossa Senhora do Desterro é o principal marco religioso e histórico de Jundiaí, com origens que remontam aos primeiros anos da formação da cidade. Sua construção teve início em 1649 e foi concluída em 1651, tornando-se um dos templos mais antigos do Estado de São Paulo.

Originalmente erguida em taipa de pilão e com características do barroco português, a igreja passou por uma grande remodelação em 1886, seguindo projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, quando adotou o estilo neogótico que a caracteriza até hoje.

Em 1921, novas intervenções enriqueceram seu interior com abóbadas, vitrais e afrescos do artista italiano Arnaldo Mecozzi.

Foi elevada à condição de catedral com a criação da Diocese de Jundiaí em 1966.

  • Praça Pedro de Toledo

Também conhecida como Praça da Matriz, por se localizar em frente a Catedral do Desterro, a Pedro de Toledo é a principal praça da região central da cidade, estando sempre movimentada.

  • Calçadão da Rua Barão de Jundiaí

Paralela a Catedral do Desterro, a Rua Barão de Jundiaí é o principal corredor do comércio popular da cidade, abrigando várias lojas, lanchonetes, farmácias e alguns casarões históricos.

Alguns trechos da rua também foram transformados em calçadão, facilitando a vida do pedestre hehe.

  • Solar do Barão de Jundiaí

O Solar foi erguido em 1862 a mando de Antônio Teles, o Barão de Jundiaí, para ser a sua residência oficial, ali no centro histórico da cidade, na antiga Rua Direita (atual Barão de Jundiaí).

Construída em taipa de pilão e com arquitetura típica do período cafeeiro paulista, o bonito casarão abriga desde março de 1965 o Museu Histórico Cultural de Jundiaí, com a intenção de preservar e divulgar a história da cidade.

Eu conto tudo sobre a história do Solar e sobre o acervo do Museu Histórico aqui.

  • Gabinete Rui Barbosa

Inaugurado em 28 de abril de 1908, o Gabinete de Leitura Ruy Barbosa foi criado para funcionar como uma biblioteca circulante, modelo inovador para a época que permitia o empréstimo de livros à população.

Considerado um dos remanescentes das primeiras bibliotecas públicas paulistas, o gabinete desempenhou papel importante na democratização do acesso à leitura e à educação, mantendo até hoje sua vocação como centro de consulta, convivência e promoção cultural no coração da cidade.

Em frente ao Gabinete, há uma pequena e arborizada praça.

  • Teatro Polytheama

 Inaugurado em 13 de dezembro de 1911, o edifício do teatro foi projetado pelo renomado escritório de Ramos de Azevedo e, em seu auge na década de 1920, chegou a ser considerado o maior teatro do Estado de São Paulo, com capacidade para 2.920 espectadores, superando inclusive o Teatro Municipal da capital.

Após um período de decadência e fechamento em 1975, o espaço foi restaurado a partir de um conceito desenvolvido por Lina Bo Bardi e posteriormente executado por Marcelo Ferraz e o escritório Brasil Arquitetura, sendo reinaugurado em 1996.

Atualmente, o teatro possui 1.124 lugares e em reconhecimento à sua importância histórica e arquitetônica, o imóvel foi tombado pelo CONDEPHAAT em 2012, preservando elementos como sua fachada, cobertura, estrutura metálica original e o conjunto interno da sala de espetáculos.

  • Ponte Torta

Também chamada Ponte Redonda, Ponte dos Bondes ou Ponte do Arco, devido ao seu formato com uma curva acentuada no centro, a Ponte Torta foi construída entre 1888 e 1889, a ponte tinha o objetivo de permitir a passagem de bondes com tração animal e locomotivas de pequeno porte sobre o Rio Guapeva, ligando o Centro de Jundiaí e a Estação Ferroviária do bairro da Vila Arens.

Eu conto toda a história da ponte aqui.

  • Pinacoteca Diógenes Duarte Paes

A Pinacoteca Diógenes Duarte Paes é o principal museu dedicado as artes em Jundiaí, abrigando um interessante espaço para exposições temporárias, além de um rico acervo permanente que destaca a obra de artistas jundiaienses.

Você pode saber mais sobre a Pinacoteca clicando aqui.

  • Mesquita de Jundiaí

A Mesquita Omar Ben Abed Al Aziz, sede do Centro Islâmico de Jundiaí, foi fundado em 1979 para promover a cultura islâmica, a religião muçulmana e a língua árabe na cidade.

O centro teve sua mesquita construída entre 1982 e 1990 a partir de um projeto do engenheiro Antônio Pinhato e sua arquitetura foi inspirada nas tradicionais construções islâmicas do Oriente Médio, destacando-se a imponente minareta coroada pela lua crescente, as cúpulas e a rica ornamentação em estilo mourisco.

Endereço:

Rua José do Patrocínio, 165.

Horário:

As orações ocorrem de segunda a quinta-feira entre 18h e 20h, e a principal oração de sexta-feira acontece ao meio-dia. A mesquita permanece aberta durante os horários das cinco orações diárias.

  • Complexo Fepasa e o Museu Feroviário

O Complexo da FEPASA (Ferrovia Paulista S/A) é um conjunto de antigos galpões ferroviários que fazia parte da rota que conectava o interior paulista ao Porto de Santos, sendo crucial para o escoamento do café, a principal riqueza do país da época.

Desde 1995, parte desses galpões abriga o Museu da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que abriga cerca de 3 mil peças que contam a história da Companhia Ferroviária e do próprio desenvolvimeto da região.

Você pode saber mais sobre o Museu Ferroviário clicando aqui.

Endereço

Avenida União dos Ferroviários, 1760.

Horário de funcionamento

De terça-feira a domingo, e feriados, das 10h às 17h.

  • Mercadão da Ferroviários

Um dos mais famosos centros de compras de Jundiaí, o Mercadão da Ferroviários é um ponto de encontro tradicional para moradores locais e visitantes que buscam produtos e serviços, além de proporcionar uma experiência cultural ao explorar a diversidade gastronômica do espaço.

Fundado em 2006, o mercadão tem esse nome por se localizar na Avenida dos Ferroviários e abriga mais de 30 lojas dos mais diversos segmentos: empórios, agropecuária, artigos religiosos, barbearia, esmalteria, moda feminina e masculina, entre outras opções de serviços.

Conheça mais sobre o Mercadão clicando aqui.

Endereço

Rua Dr. José Roberto Basile Bonito, 50.

Horário de funcionamento

De terça à sexta-feira, das 9h às 19h
Sábado, das 9h às 17h
Domingo, das 9h às 13h
Segunda-feira, fechado

  • Centro das Artes – Sala Glória Rocha

O Centro das Artes de Jundiaí Prefeito Pedro Fávaro ocupa o prédio do antigo Mercado Municipal, espaço que teve papel importante na história da cidade ao sediar a exposição da vitivinicultura durante a primeira Festa da Uva, realizada em 1934.

A vocação cultural do edifício foi consolidada em 28 de março de 1981, com a inauguração do Centro das Artes e da Sala Glória Rocha, um teatro com capacidade para 334 espectadores destinado à realização de apresentações musicais, teatrais e outros eventos artísticos.

Após um amplo processo de revitalização, o complexo foi reinaugurado em 8 de junho de 2001, ganhando novos ambientes, como a Galeria de Artes, áreas ajardinadas e infraestrutura modernizada.

  • Escola Estadual Conde do Parnaíba

Criado em 1906 como uma das primeiras escolas públicas da cidade, o Grupo Escolar Conde do Parnaíba ocupou seu atual prédio em 1923. Com arquitetura que eram padrão estadual na época, é um patrimônio tombado pelo Condephaat e segue entre as mais antigas e importantes escolas ativas da cidade.

Inclui um pequeno museu interno e também é palco de populares “lendas urbanas” sobre a origem de barulhos causados pelo estalar da madeira dos degraus ou das janelas da escola.

  • Mosteiro de São Bento

Fundado em 1667 pelos moradores Estácio Ferreira e Violante Jorge, com a participação do frei beneditino João do Espírito Santo, inicialmente recebeu o nome de Hospício do Patriarca São Bento.

O conjunto é formado pelo Mosteiro de São Bento, pela Igreja de Sant’Ana e pelas praças ao redor, sendo tombado como patrimônio cultural do município – é atualmente mantido pela Ordem Beneditina.

É conhecido por sua arquitetura colonial, incluindo um altar entalhado em madeira e folheado a ouro, trazido de Olinda para Jundiaí em 1911.

  • Cemitério Nossa Senhora do Desterro

Para os amantes de arte tumular, o Cemitério Nossa Senhora do Desterro foi inaugurado em 1868, sendo a mais antiga necrópole em funcionamento de Jundiaí e uma das mais antigas do interior paulista.

Criado após as reformas sanitárias que proibiram sepultamentos junto às igrejas, tornou-se o principal espaço funerário da cidade e guarda a memória de mais de 100 mil pessoas em cerca de 10 mil sepulturas.

Além de seu valor histórico, abriga os túmulos de importantes personalidades jundiaienses, membros da antiga nobreza do Império e figuras marcantes da vida política, cultural e social da região. Atualmente, o local também desenvolve projetos de preservação da memória, como roteiros históricos e identificação de jazigos por QR Code

  • Praça das Bandeiras

Uma das praças mais arborizadas da cidade, formando quase que um bosque, a Praça das Bandeiras é conhecida por abrigar ao lado o Terminal de Ônibus Central de Jundiaí.

  • Igreja do Rosário e São Benedito

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é um dos mais importantes símbolos da história religiosa e social da cidade.

Inaugurada em 1938, ela substituiu a antiga Igreja do Rosário, que existiu entre aproximadamente 1790 e 1922 no Largo do Pelourinho e era ligada à Irmandade do Rosário, formada por indígenas e africanos escravizados.

O destaque da igreja fica por conta do seu lindo interior, repleto de pinturas e belos vitrais.


  • Se localize


  • Melhor época para visitar Jundiaí

Jundiaí oferece temperaturas agradáveis durante todo o ano, com algumas variações dependendo da estação do ano:

– Verão (dezembro a março): o verão em Jundiaí é quente e úmido, com temperaturas médias que variam entre 20°C e 30°C. Essa época é marcada por chuvas frequentes, principalmente no final da tarde.

Outono (março a junho): essa é uma estação agradável, com temperaturas que geralmente variam entre 15°C e 25°C. O clima tende a ser mais seco do que no verão, com menos chuvas, e as paisagens também podem ficar mais bonitas durante essa época, devido à mudança de cores das árvores.

Inverno (junho a setembro): no inverno, as temperaturas variam entre 10°C e 20°C, podendo ficar abaixo de 5°C em dias muito extremos. Já os dias costumam ser ensolarados e agradáveis.

– Primavera (setembro a dezembro): A primavera em Jundiaí é caracterizada por temperaturas amenas, que vão aumentando ao longo da estação, variando entre 15°C e 25°C.


  • Onde se hospedar em Jundiaí

Jundiaí é uma cidade grande com diversas opções de hospedagem para todos os tipos de viajantes e orçamentos. Abaixo, listo algumas opções bacanas para a sua viagem:

Hotel Serra de Jundiaí: Localizado ao lado da Rodovia Anhanguera, esse hotel oferece quartos confortáveis e bem equipados, além de uma piscina e um restaurante no local.

Ibis Jundiaí Shopping: Situado na principal avenida da cidade e próximo ao Jundiaí Shopping, esse hotel oferece quartos modernos, estacionamento gratuito e acesso fácil a lojas e restaurantes.

Ibis budget Jundiai Shopping: Também localizado na principal avenida da cidade, o hotel oferece acomodações que aceitam animais de estimação e quartos com ar-condicionado.

Quality Hotel Jundiaí: Com uma localização excelente próximo à Rodovia Anhanguera, esse hotel dispõe de quartos espaçosos, piscina, academia e um restaurante que serve buffet de café da manhã.

Summit Suítes Hotel Jundiaí: esse hotel oferece piscina coberta e restaurante e está localizado a 1 km do Parque da Uva.

Lembre-se de verificar a disponibilidade, preços e outras informações relevantes diretamente com as acomodações.


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