As igrejas do Centro Histórico da Cidade de Goiás-GO

Fundada em 1727 por Bartolomeu Bueno da Silva com o nome de Arraial de Sant’Ana, em 1739 passou a se chamar Vila Boa de Goiás, se tornando uma das primeiras cidades fundadas no Brasil Colonial. Decido a exploração de minérios, se tornou também uma das cidades mais ricas do período. Porém, com o declínio do ouro e a perda de sua importância econômica, Goiás deixou de ser a capital do Estado, mas acabou preservando seu riquíssimo centro histórico que, assim como a maioria das cidades coloniais, é repleta de belíssimas e imponentes igrejas. Vamos conhecê-las?

Vista parcial da cidade de Goiás
  • Catedral de Sant’Anna

A Igreja de Sant’Anna, Catedral da Cidade de Goiás, teve sua construção iniciada em 1743, por determinação do ouvidor geral Manoel Antunes da Fonseca. Após várias demolições e reconstruções, no decorrer dos séculos XVIII e XIX recebeu, em 1929, um projeto elaborado pelo arquiteto carioca Gatão Bahiana. Curiosamente, devido a grande dimensão do projeto e a grave crise financeira que cidade passou durante o século XX, a obra jamais foi concluída. Foi aberta ao público em 1967, quando recebeu acabamento e vitrais nas janelas, se tornando a maior igreja do centro histórico.

  • Igreja de São Francisco de Paula

Construída em 1761, essa igreja apresenta em sua organização as características gerais dos edifícios religiosos goianos do século XVIII. É uma das poucas igrejas da cidade a apresentar pinturas no teto, além de ser a única a possuir pintura no forro da capela-mor. Possui também bonita ornamentação em madeira talhada. Desde 1863, a igreja é sede da Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos.

  • Igreja de Santa Bárbara

Localizada sobre um outeiro, junto a uma das saídas da cidade, é a mais distante das igrejas do centro histórico, mas oferece lá do alto uma bela vista de toda a região, com a Cidade de Goiás sendo contornada pela Serra Dourada. Com construção iniciada em 1775, a primeira missa nessa igreja foi realizada em 1780. Além de ter sido uma das últimas igrejas implantadas na antiga Vila Boa, é também a única construída em pedra sabão.

 

Escadaria de acesso à igreja
Vista do alto da igreja
  • Igreja de Nossa Senhora D’Abadia

Essa pequena igreja foi construída em 1790 pelo padre Salvador dos Santos Batista com ofertas da população do povoado. Apesar de suas dimensões e simplicidade, é considerada um dos mais bem elaborados edifícios da cidade, com bonita bonita decoração interna.

  • Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte

Talvez a mais expressiva igreja da cidade e uma das mais belas construções do centro histórico fazer, sua construção foi iniciada em 1762 para ser uma pequena capela dedicada à Santo Antônio. Tal capela deveria atender os militares da Vila, porém, com a proibição de templos religiosos pertencentes a militares, a capela foi doada à Irmandade dos Homens Pardos da Boa Morte, que a concluiu em 1779. É atualmente o único edifício religioso da cidade com elementos característicos do barroco, principalmente em seu interior. Há alguns anos a Igreja da Boa Morte abriga o Museu de Arte Sacra, um dos mais ricos da região.

  • Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Construída pelos padres dominicanos na década de 1920 no mesmo local onde existiu a antiga igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a atual Igreja do Rosário destoa do conjunto de edifícios da antiga capital por apresentar características arquitetônicas completamente diferentes. Edifício neogótico, com uma única torre centralizado e que pode ser vista de toda a região, apresenta em seu interior um conjunto de afrescos elaborados pelo padre italiano Frei Nazareno Confaloni.

  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Edificada em meados do século XVIII pelo secretário de Governo, Diogo Luiz Peleja, a Igreja do Carmo foi cedida a Confraria de São Benedito dos Crioulos que passou a ocupá-la em 1786. É o edifício que apresenta a solução mais complexa de planta na Cidade de Goiás, com a utilização de uma nave octogonal e arcos característicos da arquitetura portuguesa.

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