Rua do Bom Jesus, a mais bonita de Recife

Bem no coração do Recife Antigo, há apenas uma quadra do Marco Zero, está a via mais encantadora e colorida da cidade, a Rua do Bom Jesus. Cheia de histórias, essa rua foi também considerada a 3° mais bonita do mundo pela revista americana Architectural Digest, sendo a única brasileira que apareceu no ranking que listou outras 31 ruas no mundo.

Para a revista, a beleza e o colorido dos casarios, a presença das altas palmeiras e a primeira sinagoga construída nas Américas é um dos motivos que a fazem uma das mais belas do mundo, justificando sua posição.

  • História

Rua mais antiga de Recife, a Bom Jesus já era desde a ocupação holandesa a via comercial mais importante da cidade, pois era aqui que os viajantes vindos de outras localidades chegavam e comercializavam seus produtos.

Mas antes de chamar Bom Jesus, a via já foi chamado de Rua do Bode, Rua dos Judeus, Rua da Cruz e Rua dos Mercadores. Uma das mais famosas e marcantes foi a Rua dos Judeus, nome recebido durante o governo do Conde Maurício de Nassau. Nessa época, a abertura das práticas religiosas diversas, como a judaica, fez a rua tornar-se uma das das mais frequentados pelos israelitas, originando esse nome.

Já seu nome atual foi aprovado em 1870 pelo Conselho Municipal através de um pedido feito pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco.

  • Atrações

Apesar de pequena, a Rua do Bom Jesus oferece vários atrativos aos seus visitantes, sendo a principal delas o seu colorido conjunto arquitetônico e os antigos trilhos do bonde que cortava a região. Apesar de sua importância histórica e do título de uma das mais belas do mundo, há vários casarões com aspecto de abandono.

Sinagoga Kahal Zur Israel

A abertura de novas práticas religiosas proposta pelo Conde Maurício de Nassau durante a Conquista Holandesa promoveu a vinda de várias famílias de Judeus para Recife, em especial para a Rua do Bom Jesus, resultando na construção da primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel (Rocha de Israel).

Balé Popular do Recife

O tradicional Balé Popular do Recife foi criado em 1976, o então secretário municipal de Educação e Cultura do Recife, Ariano Suassuna, e o artista e encenador André Luiz Madureira resolveram fazer um trabalho com danças e folguedos, que originaram o Grupo Artístico. Foi o primeiro grupo de dança profissional de Pernambuco.

Praça do Arsenal

Projetada pelo famoso para paisagista Roberto Burle Marx, a Praça do Arsenal da Marinha é cercada por inúmeras palmeiras imperiais e em seu centro se ergue uma grande fonte.

Feira do Bom Jesus

Essa é a mais tradicional e movimentada feira da região central do Recife, famosa por vender produtos típicos do estado de Pernambuco, entre pratos doces e salgados e artesanatos.

Torre Malakoff

No finalzinho da rua está a Torre Malakoff, o monumental prédio que fazia parte do portão de entrada do Arsenal da Marinha, idealizado em 1853. Na época da sua construção, havia muita notícia veiculada pelo Diário de Pernambuco a respeito da Guerra da Criméia, com destaque para o foco de resistência em defesa da colina e da torre fortificada de Malakoff, o que gerou grande interesse no Recife. E foi a própria população que escolheu o nome da torre, em homenagem a esses acontecimentos.

Monumento a Antônio Maria

A estátua em homenagem a Antônio Maria (1921–1964), compositor e poeta pernambucano, autor da famosa canção “Frevo número 1 de Recife”, escrita em 1951 faz parte do Circuito da Poesia, formado por 17 esculturas de artistas pernambucanos ou que viveram no estado.

Embaixada dos Bonecos Gigantes

O famoso e agitado Carnaval de Pernambuco não seria o mesmo sem a presença dos grandiosos bonecos de Olinda. Originados na Europa durante a Idade Média, a tradição destes bonecos chegaram a Pernambuco pela pequena cidade de Belém do São Francisco, no sertão do estado, com a chegada de um padre belga que levou ao conhecimento de seus discípulos esta tradição, sendo desta cidade a origem a criação do primeiro boneco gigante do Brasil em 1919, Zé Pereira, e em seguida, Vitalina. A tradição dos bonecos gigantes iniciada em Belém do São Francisco chegou em Olinda em 1931, com a criação do boneco Homem da Meia Noite.

E mais de 50 destes bonecos estão expostos neste museu. O valor custa R$30,00 e dá direito a acessar o Museu do Frevo, localizado há poucas quadras.

Aberto diariamente das 8h às 18h

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