Museu do Vasa e a história do naufrágio mais famoso da Suécia

Por Lucas Devisate, um apaixonado pela Suécia.

Imagine um navio naufragado em 1628 e que, depois de resgatado do fundo mar, permanece em exposição. Este é o Museu do Vasa, o museu mais famoso da Suécia e o mais visitado dos países nórdicos, com mais de 1 milhão de visitante ao ano.

Em março de 2019, estávamos em 3 amigos realizando uma trip em Estocolmo, a fria capital da Suécia, um país extremamente multicultural e de grande beleza. E antes mesmo de pegar o avião rumo a cidade, eu já sabia que deveria, obrigatoriamente, visitar o Museu do Vasa, seja por sua história ou originalidade.

  • A história do Vasa

Construído no século XVII a mando do Rei Sueco para ser o navio de guerra mais potente da época, o Vasa teve um destino trágico. Em 10 de agosto de 1628, no dia de sua viagem inaugural, um forte vento inclinou o navio para a esquerda, o que possibilitou a entrada de água para os compartimentos inferiores, causando um naufrágio ainda no porto. 333 anos depois, o Vasa foi encontrado no fundo do mar e imediatamente deu-se inicio a um dos maiores resgastes marítimos da história.

Felizmente o navio estava todo coberto por uma grossa camada de lodo, o que ajudou a conservar quase toda a sua estrutura. Restaurado, o Vasa foi colocado para exposição em um museu temático que conta a história do navio e recria aspectos da vida sueca no século XVII. Rapidamente o Vasa caiu na graça da população, se tornando o museu mais famoso da Suécia e o mais visitado dos países escandinavos, com mais de 1 milhão de visitantes anualmente.

  • A visita

Ao andar por Estocolmo em direção ao Museu do Vasa, de longe avistamos três grande mastros de um navio acima de uma estrutura predial, e logo percebe-se que a aventura está perto de começar.

Ao chegar no Museu do Vasa, portas de entradas com um enorme peso já traduzem um pouco que o ambiente onde o navio se encontra é super protegido, com uma iluminação própria e com um bloqueio do ar e temperatura externa, tudo para conservar a estrutura original do navio, que é a obra de arte mais detalhada que já pude ver de perto em toda a vida.

O prédio onde funciona o museu

O prédio do museu possui alguns andares e com isso é possível avistar por completo todo o navio, desde as laterais, a proa e popa, além dos mastros e do deck. A parte que me chamou mais atenção no navio, sem dúvidas, foi a popa (bunda) onde existem talhados na madeira diversas pessoas, imagens e estruturas representando características da época em que o navio foi construído. No dia da visitação, pude acompanhar o trabalho de profissionais que através de plataformas suspensas, que quase não tocam no navio, realizam a limpeza e restauro de pequenas partes da estrutura, deixando-o assim, sempre muito bem preservado.

Popa do navio

O ingresso curso algo em torno de 150 Coroas Suecas, ou aproximadamente R$ 75,00, que considerei um preço razoável, pois, além de conhecer toda a história do navio, como sua construção e a população da época com as suas vestimentas típicas, o museu proporciona conhecer um pouco da história da Suécia. Você pode passar horas contemplando, através de plataformas e assentos, imagens, mapas, objetos e inúmeros informativos dispostos ao longo dos andares. Confesso que existem alguns ossos humanos encontrados ao lado do navio, formando a estrutura físicas das pessoas que faleceram com o naufrágio, porém essa parte não me agradou muito rs.

  • E no final, valeu a pena?

Sem dúvidas, o Museu do Vasa foi a melhor atração que visitei em Estocolmo e um dos melhores museus que pude conhecer até o momento. Fiquei por volta de 2 horas visitando as instalações, porém acredito que para os amantes de cultura e até mesmo, as pessoas leigas e desinteressadas nesse assunto, irão se surpreender e querer ficar horas apreciando toda a beleza do museu e do lindo navio.

  • Se localize

 

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