Sabores cariocas: tradição e requinte na Confeitaria Colombo

Visitar a Confeitaria Colombo nos proporciona não apenas a degustação de refinados produtos, mas também nos trazem a sensação de uma viagem ao tempo, mais precisamente no Rio de Janeiro da Belle Époque. Marco arquitetônico e urbano da cidade, a Colombo é considerado patrimônio histórico cultural do Rio, além de ter sido considerado um dos dez cafés mais bonitos do mundo pelo U City Guides.

Fundado em 1894 pelos portugueses Joaquim Borges de Meireles e Manuel Lebrão, a Colombo já teve Olavo Bilac e Machado de Assis como alguns de seus frequentadores assíduos, assim como já recebeu Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Chiquinha Gonzaga, o Rei Alberto I da Bélgica e a Rainha Elizabeth II da Inglaterra como clientes.

A partir de 1905, a Colombo passou a fabricar seus próprios produtos, como doces e salgados, afim de competir com os produtos importados, sendo que a marmelada foi o primeiro a ser produzido em larga escala. Logo após, a quantidade de clientes já era tão grande que em 1922 a Colombo precisou passar por uma reforma afim de expandir o prédio. Nessa reforma foram construídos o salão superior, a belíssima claraboia do salão principal e que foi trazida da França e também foi instalado o elevador, um dos primeiros da cidade. Atualmente, o edifício ainda preserva suas características art nouveau, com espelhos, mármores, piso e mobiliário em jacarandás, assim como o mobiliário em madeiro esculpido por Antônio Borsoi.

Na Colombo é possível tomar café da manhã, café da tarde, almoçar e jantar em algum de seus ambientes internos. São 3 salões: Salão Cabral, criado em 2005; Salão Bilac, especializado em refeições rápidas; e o Salão Bar Jardim, com capacidade para 150 pessoas. Já no segundo piso fica localizado o Restaurante Cristóvão, com capacidade para 250 pessoas e que presta uma homenagem a Cristóvão Colombo, assim como o nome da confeitaria. Além de ter criado recentemente o Salão Espaço Memória, com capacidade para até 40 pessoas e que através de mobiliário, louças, cristais, embalagens e projetos originais, tenta reconstruir a história da confeitaria. Nesses espaços são realizados constantemente casamentos, coquetéis, recitais, entre outros eventos.

Sua fama é tanta que a fila de espera por uma mesa pode chegar a horas dependendo do dia. Felizmente, como cheguei em um sábado pela manhã, logo após o horário de abertura, esperei míseros 10 minutinhos para pegar uma mesa no Bar Jardim ( existe a opção de café da manhã a vontade por R$70,00 e que é servido em um dos salões do piso superior).

O cardápio é bem variado (e caro). Eu pedi uma Chocognac  (R$19.90 – chocolate, Brandy e chantilly) e um Tartelete de Chocolate e avelã (R$10.90). O Dan, que estava me acompanhando, também pediu o Chocognac e uma torta de brigadeiro (R$14.90). Os doces estavam gostosos, mas não incríveis, ou seja, você paga caro mais pelo ambiente (que é super charmoso) do que pela comida em si.

Sim, tivemos o café da manhã mais caro de nossas vidas haha
  • Informações práticas

Nome: Confeitaria Colombo
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 32, Centro – Rio de Janeiro/RJ.
Telefone/Reservas: (21) 2505 1500
E-mail: contato@confeitariacolombo.com.br
Horários:Seg-Sex., 8h-20h; Sáb., 9h30-17h

A Confeitaria Colombo ainda tem outras três filiais na cidade: Aeroporto do Galeão, Centro Cultural Banco do Brasil e em Copacabana, dentro do Forte de Copacabana.

Ostentando na Colombo

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