É perigoso viajar para o Rio de Janeiro? Dicas para conhecer a cidade maravilhosa

Essa talvez seja a pergunta mais frequente entre aqueles que estão planejando uma viagem para a cidade maravilhosa. Até porque as vezes parece que só passa coisa ruim nos noticiários, não é?! E a intervenção federal na área de segurança em fevereiro de 2018 só reforçou isso. Eu mesmo cheguei a cancelar algumas idas a cidade por receio do que via na mídia. Claro que tudo que é retratado não deixa de ser verdade, porém temos que ter a consciência de que a violência não é um problema apenas do Rio, mas um problema nacional. Porém, o Rio de Janeiro sempre acaba sendo destaque nos noticiários justamente por ser nossa cidade mais famosa, visitada e icônica.

E ao viajar, é sempre importante ter em mente que, não importa o destino, é preciso ter cautela pelo simples fato de estar em um local desconhecido. Dessa forma, ninguém vai afirmar que o Rio é um dos lugares mais seguros do mundo, mas também não vai dizer que é menos perigoso viajar para São Paulo, Brasília ou Natal.

Praia do Leme

Vale ressaltar que ao visitar o Rio, é bom ter em mente que os problemas de segurança pública atingi a cidade como um todo, mas tem maior intensidade nas zonas norte e oeste, longe da zona sul, onde ficam as principais atrações e  consequentemente é a região mais visitada pelos turistas. Eu mesmo, no geral, achei os pontos turísticos bem policiados e movimentados e não tive nenhum problema relacionado a violência e insegurança durante os cinco dias que passei na cidade. E olha que andei bastante por regiões consideradas “degradadas”, como a Cinelândia. Pode ter sido sorte? Talvez, mas acabei tomando várias precauções durante as minhas andanças pela cidade, sendo que algumas delas são essenciais em qualquer lugar:

  • Se localize e se informe

Conheça previamente o lugar onde você vai. Use aplicativos de transporte como Uber, 99taxis e o Moovit e de localização como o Google Maps. Eles são ótimos e muito práticos em qualquer viagem. Baixe mapas offline para nunca se perder. Faça um trajeto seguro para ir e voltar dos pontos de interesse e sinta o lugar: as vezes ela é falha, mas a intuição de que o lugar é seguro ou não é um bom aliado em viagens.

É importantíssimo também escolher bem o bairro que você vai se hospedar no Rio. Ficar próximo das atrações do seu roteiro faz você economizar com transporte e reduz eventuais problemas no trajeto. Faça pesquisas na internet, veja se o bairro é perigoso, use o Google Maps e veja se o hotel fica próximo ou não de próximo a comunidades violentas ou em ruas de fácil acesso. Com isso, a prevenção já começa antes mesmo da viagem começar de fato. Hospedagens perto de metrô facilitam e muito a estadia, principalmente para quem depende do transporte público.

O mesmo acontece se você quer fechar passeios com agências. Pegue indicações na internet, no hotel onde está hospedado e consulte guias credenciados. Se quiser conhecer algumas das favelas cariocas, como Santa Marta e Vidigal, veja as que estão tendo programa de visitação e o mais importante: tenha respeito com o lugar e os moradores, já que as comunidades não são atrações turísticas e sim a vida de boa parte dos brasileiros.

Contraste carioca: favela no bairro do Catete

 

Contraste carioca: Favela Pavão-pavãozinho no Morro do Cantagalo em Copacabana
  • Não dê bobeira

Ao viajar para lugares cheio de belezas, como o Rio de Janeiro, é normal ficarmos admirados e nos distrair com as atrações, porém é nesse momento que pessoas mal intencionadas podem agir e muitas vezes nem percebemos. Então não descuide dos seus objetos pessoas, como bolsas, carteiras e celulares. Use bolsos fundos e com zíper, o que dificulta os furtos. Para guardar dinheiro (leve sempre o essencial e dê preferencia ao uso de cartões) e documentos, faça como eu e use uma doleira (aquela bolsinha que vai dentro da calça) ou se não combinar com o look, uma pochete é uma boa opção. Tenha cuidado redobrado com multidões e evite situações que possam te colocar em perigo, como andar sozinho na rua em plena madrugada.

Dos lugares que visitei,  os bairros da Glória, Lapa e Cinelândia tem uma grande quantidade de moradores de rua e os batedores de carteira são bem comuns, então é bom tomar cuidado. Inclusive uma moça que estava fazendo walking tour conosco quase teve o celular roubado por um cara que a abordou em frente aos Arcos da Lapa. O mesmo acontece nas praias. Apesar de não ter presenciado nada, furtos e arrastões são comuns, apesar de terem diminuído bastantes nos últimos meses, de acordo com a recepcionista do hostel onde fiquei. Então não deixe seus pertences sozinhos na areia ou peça para alguém próximo olha-los enquanto você vai dar aquele mergulho.

Pedra do Arpoador: apesar de ter um dos mais famosos por do sol do Rio, a região tem furtos constantes
Arcos da Lapa e a Catedral Metropolitana do Rio, ao fundo
  • Não ostente e não seja um turista

Isso é um fato em viagens. Quanto mais turista você parecer, mais visado estará. Então entre no clima do dia a dia dos locais e se misture. Ao sair pelas ruas, leve apenas o essencial e não use roupas e objetos chamativos. O carioca, por exemplo, gosta de usar roupas leves e sem excessos. Ao usar eletrônicos, como câmeras e celulares, tente não ostentar. Veja se o lugar está seguro, use o aparelho e guarde-o. Não nego que muitas vezes me peguei andando distraído com minha câmera no pescoço afim de capitar as melhores cenas e nada mais turista do que isso né?! Então não sigam o meu exemplo e tenham uma viagem livre de problemas.

O Rio de Janeiro realmente é a cidade maravilhosa, cheia de belezas e que com certeza merece ser apreciada e o turista que ouve os conselhos dos locais e se cuida pode esperar ter uma ótima visita com certeza!

O Rio de Janeiro continua lindo, mas com algumas dicas de segurança fica ainda melhor
Região central do Rio: apesar de ter muitas atrações históricas e culturais, é uma das regiões que o visitante mais precisa tomar cuidado
Praça Floriano na Cinelândia

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