Muito mais do que um local de sepultamento, o Cemitério da Consolação é um dos mais importantes patrimônios históricos e culturais de São Paulo.

Inaugurado em 1858 e considerado um verdadeiro museu a céu aberto, foi o primeiro cemitério público da cidade e abriga os túmulos de personalidades que marcaram a história política, econômica, artística e cultural do Brasil – Tarsila do Amaral, Monteiro Lobato, Campos Salles, Washington Luís e a Família Matarazzo são alguns dos nomes.

Ao caminhar pelo Cemitério da Consolação, é difícil não perceber uma espécie de competição simbólica entre as grandes famílias paulistanas. Mausoléus monumentais, esculturas assinadas por artistas renomados e construções inspiradas na arquitetura europeia revelam o desejo de perpetuar status e influência para além da vida.
Em uma época marcada pela ascensão dos barões do café e dos industriais, a grandiosidade dos túmulos funcionava como uma demonstração pública de riqueza, poder e importância social, transformando o cemitério em uma verdadeira galeria da elite paulistana.

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História
Localizado no bairro da Consolação, em uma área central da capital paulista, o cemitério surgiu em um período de crescimento urbano, quando as antigas práticas de sepultamento junto às igrejas começaram a ser substituídas por espaços públicos destinados a essa finalidade.

A ideia de criar um cemitério público surgiu ainda em 1829, mas enfrentou décadas de resistência por envolver tradições religiosas muito arraigadas. Após vários estudos sobre localização, o engenheiro Carlos Rath indicou os altos da Consolação como o local mais adequado, considerando fatores como altitude, ventilação e distância do núcleo urbano da época.
A construção começou em 1855 e recebeu importante apoio financeiro da Marquesa de Santos, que doou recursos para a capela do cemitério.

A inauguração ocorreu em meio a uma epidemia de varíola que atingia São Paulo, em 1858. A necessidade de interromper os enterros nas igrejas acelerou a abertura da nova necrópole, que passou a receber os primeiros sepultamentos antes mesmo de estar totalmente concluída.
Nos seus primeiros anos, o Consolação recebia pessoas de diferentes origens sociais. Porém, com a criação de novos cemitérios paulistanos no final do século XIX, passou por um processo de elitização.

Famílias ligadas ao café, à indústria e à política começaram a construir mausoléus monumentais e a contratar escultores renomados para eternizar sua memória. Foi assim que o local se transformou em um dos mais importantes conjuntos de arte tumular da América Latina.


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Acervo artístico do cemitério
Um dos grandes atrativos do Cemitério da Consolação é seu extraordinário acervo artístico. Considerado um verdadeiro museu a céu aberto, o local reúne centenas de esculturas, mausoléus e monumentos produzidos por alguns dos mais importantes artistas brasileiros e estrangeiros.



Entre os artistas com obras no local, destacam-se:
➡︎ Victor Brecheret: autor de obras famosas como O Grande Anjo, uma das esculturas mais conhecidas do cemitério.
➡︎ Luigi Brizzolara: responsável pelo monumental conjunto escultórico do Mausoléu da Família Matarazzo, considerado um dos mais impressionantes da América Latina.
➡︎ Galileo Emendabili: autor de diversas obras funerárias no cemitério, incluindo monumentos para famílias tradicionais paulistas.
➡︎ Rodolfo Bernardelli: um dos grandes nomes da escultura acadêmica brasileira presentes na necrópole.
➡︎ Bruno Giorgi: conhecido por suas obras modernistas, também representado no acervo do cemitério.
➡︎ Celso Antônio de Menezes: autor de importantes trabalhos de arte tumular.
➡︎ Nicola Rollo: responsável por diversos monumentos funerários de famílias da elite paulistana.
➡︎ Amadeu Zani: possui várias obras espalhadas pelo cemitério e por espaços públicos da cidade.
➡︎ Elio De Giusto: autor da obra Cristo.
➡︎ Francisco Leopoldo e Silva: criador do monumento Prece dos Anjos em Torno de Cristo, no mausoléu da família Simonsen.


Além das esculturas, o portal principal e construções importantes do cemitério foram projetados por Ramos de Azevedo, uma das figuras centrais da arquitetura paulista.

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O cemitério hoje
Durante a minha última visita, tive a impressão de que o Cemitério da Consolação está abandonado. Apesar de reunir um patrimônio histórico e artístico impressionante, muitos túmulos apresentam sinais de desgaste e falta de conservação.
Também me chamou a atenção a quantidade de peças furtadas ao longo dos anos, o que deixou diversos monumentos incompletos.

Outro problema é que muitas placas de identificação estão quebradas, apagadas ou simplesmente desapareceram, tornando difícil localizar alguns dos túmulos mais conhecidos. Isso acaba prejudicando a experiência de quem visita o local para conhecer sua história e admirar suas obras de arte.

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Como se localizar no cemitério
Considerando o que falei acima sobre a conservação do cemitério, muitos túmulos são dificeis de serem localizados, exigindo um esforço maior para os visitantes.
Por isso, a melhor forma de conhecer o lugar é sair caminhando entre as alamedas e prestando atenção nas obras ao redor. Caso você visite com guias de turismo ou visitas guiadas, os guias costumam levar diretamente nos túmulos mais famosos.
Porém, se estiver sozinho, antes de sair caminhando, monte uma lista com os túmulos que deseja visitar e suas localizações.
Para facilitar, deixo alguns mapas que a administração do cemitério disponibiliza:
➡︎ Mapa de obras de arte e túmulos de personalidades.
➡︎ Relação de túmulos e suas localizações.

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Os gatinhos
Além dos túmulos famosos, uma atração a parte do cemitério são os inúmeros gatinhos que vivem no local e que são considerados gatos comunitários: não pertencem a uma única pessoa, mas recebem alimentação, acompanhamento e cuidados de voluntários que frequentam o cemitério diariamente.

Os animais costumam ser vistos descansando sobre jazigos, caminhando pelas alamedas históricas ou se abrigando entre as árvores centenárias. O ambiente relativamente tranquilo, arborizado e protegido do trânsito intenso acaba favorecendo a permanência dos gatos no local.


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Túmulos famosos
Entre esculturas monumentais e mausoléus históricos, o Cemitério da Consolação abriga os túmulos de algumas das personalidades mais importantes da história brasileira. Cada sepultura revela não apenas a trajetória de seus ocupantes, mas também parte da memória cultural, política e artística de São Paulo.
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Mausoléu da Família Matarazzo
É o mais famoso de todos os túmulos e costuma ser a primeira parada das visitas guiadas.
Construído em 1925 para a família do conde Francesco Matarazzo e é considerado o maior mausoléu da América Latina – ele ocupa uma área de aproximadamente 150 metros quadrados e tem cerca de 30 metros de altura, o equivalente a um prédio de dez andares.
Com esculturas monumentais em em bronze e mármore, chamado de “Guardiães e Pietá”, de autoria de Luigi Brizzolara, o mausoléu guarda os restos mortáis do conde Francisco Matarazzo, Francisco Matarazzo Júnior, condessa Amália Ferreira Matarazzo e a Condessa Filomena Matarazzo.
Localização: Quadra 82, túmulo 6-25.


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Olívia Guedes Penteado
Integrante de uma das famílias mais influentes da elite cafeeira paulista, Olívia Guedes Penteado (1872–1934) utilizou sua posição social para apoiar artistas e intelectuais que renovariam a cultura brasileira nas primeiras décadas do século XX.
Já a obra chamada de “Sepultamento” foi feita em granito e é de autoria de Victor Brecheret.
Localização: Rua 35, túmulo 1-2 LE.

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Monteiro Lobato
José Bento Renato Monteiro Lobato (1882–1948) é um dos mais visitados do Cemitério da Consolação por abrigar um dos escritores mais famosos da literatura brasileira, criador do universo do Sítio do Picapau Amarelo.
Obra do autor Castellane.
Localização: Quadra 25, túmulo 2.

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Tarsila do Amaral
O túmulo de Tarsila do Amaral (1886–1973) é um dos mais visitados do Cemitério da Consolação por abrigar uma das figuras centrais do modernismo brasileiro. Pintora de obras icônicas como Abaporu, Tarsila foi uma das principais artistas da Semana de Arte Moderna de 1922 e ajudou a construir uma identidade artística genuinamente brasileira.
Localização: Quadra 36, terreno 46.

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Armando Álvares Penteado
Membro de uma das famílias mais influentes da elite paulista, Armando (1884–1947) foi empresário, colecionador e grande incentivador das artes que deu origem à atual Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).
Localização: Rua 37, túmulo 10A.

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Família Siniscalchi
O jazigo, construído em mármore de Carrara e inspirado na arquitetura dos templos góticos italianos, foi executado pela empresa Ocheri & Barrieri, da tradicional Marmoraria Savóia.
Nele está sepultado Emilio Siniscalchi, imigrante nascido em Benevento, na Itália, que chegou ao Brasil em 1903 e se destacou como empreendedor ao fundar a Confeitaria Guarany, considerada uma das primeiras confeitarias italianas de São Paulo, localizada no bairro do Brás.
Localização: Rua 37, terreno 01.

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Mário e OSWALD de andrade
Mário de Andrade (1893–1945) foi um dos mais importantes escritores, pesquisadores e intelectuais da história do Brasil. Poeta, romancista, musicólogo e crítico cultural, tornou-se uma das principais lideranças do movimento modernista brasileiro, desempenhando papel central na organização da histórica Semana de Arte Moderna de 1922.
Sua obra mais famosa, Macunaíma, é considerada um marco da literatura nacional por retratar, de forma inovadora, a diversidade cultural e a identidade do povo brasileiro.
Já Oswald de Andrade (1890–1954) foi um escritor, dramaturgo e ensaísta brasileiro, reconhecido como uma das figuras mais revolucionárias do modernismo no Brasil. Participante central da Semana de Arte Moderna de 1922, destacou-se por defender uma literatura inovadora, livre dos modelos europeus tradicionais e voltada para a construção de uma identidade cultural genuinamente brasileira.
Foi autor do influente Manifesto Antropófago, no qual propôs que a cultura brasileira deveria “devorar” as influências estrangeiras e transformá-las em algo próprio e original.
Infelizmente, não localizei os dois túmulos, por isso não trago fotos aqui.
Localização:
Mário de Andrade: Rua 17, Terreno 1
Oswald de Andrade: Rua 17, Terreno 17
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Marquesa de Santos
Apesar de ser amplamente lembrada por seu relacionamento com Dom Pedro I, Domitila de Castro Canto e Melo (1797 – 1867), teve uma longa vida após o fim do romance. Nas décadas seguintes, tornou-se uma figura respeitada da sociedade paulista, dedicando-se a atividades beneficentes e à administração de seus bens, consolidando uma imagem muito diferente daquela que a tornou famosa durante o Primeiro Reinado.
Localização: Rua 01, túmulo 03.

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Washington Luís
Washington Luís é o último presidente da República Velha, que governou o Brasil entre 1926 e 1930 e foi deposto pela Revolução de 1930. Figura importante da política paulista e nacional, Washington Luís também foi prefeito de São Paulo e governador do estado antes de chegar à presidência.
Localização: Quadra 22A, túmulo 1A-B.

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Ramos de Azevedo
Responsável por projetos emblemáticos como o Teatro Municipal, o Mercado Municipal e a Pinacoteca, Ramos de Azevedo teve papel fundamental na transformação da cidade no início do século XX.
Localização: Rua 24, túmulo 15A-B LD.

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Campos Salles
O túmulo de Campos Salles, presidente do Brasil entre 1898 e 1902, é um dos mais importantes do Cemitério da Consolação por representar o poder político da República Velha. Projetado por Ramos de Azevedo e ornamentado com esculturas de Rodolfo Bernardelli, o monumento foi concebido como uma homenagem à trajetória do estadista paulista.
Localização: Quadra 82, túmulo X.

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Família Botti
O jazigo da família Botti abriga uma das mais impressionantes obras de arte do Cemitério da Consolação: “O Grande Anjo”, escultura em bronze criada por Victor Brecheret, um dos principais nomes do modernismo brasileiro.
Localização: Quadra 44, túmulo 150.

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Moacyr de Toledo Piza
Obra em granito de 1922 feita pelo artista Francisco Leopoldo e Silva, apresenta uma mulher nua, semi-reclinada, sentada com as pernas sobrepostas e parcialmente estendidas, com o rosto abaixado demonstrando pesar, formando um ponto de interrogação para demonstrar a incompreensão sobre a morte de Moacir Toledo Piza.
Localização: Quadra 83, túmulo 12-13.

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Família Toledo Piza
O jazigo da Família Toledo Piza destaca-se pela obra “Cristo Morto e Maria”, criada pelo escultor ítalo-brasileiro José Cucé (1900–1961). Executada em bronze sobre um túmulo horizontal de monzonito, a escultura retrata Maria velando o corpo de Cristo, em uma composição marcada pela expressividade e pelo sentimento de dor e devoção.
Localização: Rua 22, túmulo 1-2 LD.

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Família Ferreira
A escultura Pietá (1929), de Galileo Emendabili, está localizada no jazigo de Sebastião Ferreira, também conhecido como jazigo da Família Ferreira. A obra retrata a cena clássica da Virgem Maria sustentando o corpo de Cristo após a crucificação, um dos temas mais tradicionais da arte cristã.
Localização: Rua 3, Terreno 43.


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Pérola Byington
Pérola Byington foi uma filantropa e ativista social que dedicou grande parte da vida à saúde pública, à proteção da infância e ao atendimento de mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade. Sua atuação à frente da Cruzada Pró-Infância a tornou uma das figuras mais importantes da assistência social brasileira no século XX.
Localização: Rua 26, Terreno 27.

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Bernardino de Campos
Bernardino José de Campos Júnior (1841–1915) foi advogado, jornalista, abolicionista, republicano histórico e um dos mais importantes governantes de São Paulo na transição do Império para a República.
Formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, participou ativamente da campanha republicana e do movimento abolicionista, sendo um dos fundadores do Partido Republicano Paulista. Governou o estado de São Paulo em dois períodos (1892–1896 e 1902–1904), além de ter sido senador, ministro da Fazenda e presidente da Câmara dos Deputados.
Localização: Rua 35 (lado direito), terrenos 9 e 10.

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Barão de Sousa Queirós
O jazigo abriga os restos mortais de Francisco Antônio de Sousa Queirós, 1º Barão de Sousa Queirós, e de sua esposa Eufrosina Vergueiro de Sousa Queirós.
Localização: Rua 21, túmulo 10LD.

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Armando de Salles Oliveira
Armando de Salles Oliveira (1887–1945) foi um dos principais líderes políticos de São Paulo nas décadas de 1930 e 1940. Governador do estado, destacou-se pela criação da Universidade de São Paulo (USP), marco fundamental para o desenvolvimento científico e acadêmico brasileiro. Seu nome permanece ligado a importantes espaços da universidade, incluindo a Cidade Universitária.
Localização: Quadra 17, túmulo 9.

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Siqueira Campos
Antônio de Siqueira Campos (1898–1930) foi um militar e líder do movimento tenentista, conhecido principalmente por sua participação na histórica revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em 1922. Ele foi um dos poucos sobreviventes da marcha pela Avenida Atlântica contra as tropas governistas, episódio que se tornou um símbolo da luta contra a República Velha.
Localização: Rua 35, túmulo 13-14-15 LE.

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Ruggero Fasano
Ruggero Fasano (1898–1979) foi um empresário hoteleiro italiano radicado no Brasil e fundador de uma das mais tradicionais famílias ligadas à hotelaria e gastronomia brasileira. Imigrante vindo da Itália, estabeleceu-se em São Paulo e inaugurou, em 1902, o primeiro restaurante da família Fasano, que se tornaria referência de excelência gastronômica no país.
Seu legado deu origem ao renomado Grupo Fasano, responsável por restaurantes e hotéis de luxo reconhecidos internacionalmente.
Localização: não encontrei as coordenadas exatas, mas fica na mesma alameda onde está Monteiro Lobato.

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José Pinotti
José Aristodemo Pinotti (1934–2009) foi um médico, professor e gestor público que dedicou sua vida à saúde da mulher e ao desenvolvimento da medicina brasileira. Como reitor da Unicamp e titular de importantes secretarias estaduais e municipais, ajudou a formular políticas públicas de saúde e educação.
Uma curiosidade é que o CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) da Unicamp foi uma de suas principais realizações e tornou-se referência nacional no atendimento à saúde feminina.
Localiação: Rua 10, Terreno 22.

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Júlio de Mesquita
Júlio César Ferreira de Mesquita (1862–1927) foi advogado, jornalista, empresário e político, sendo a figura central na transformação do jornal A Província de São Paulo em O Estado de S. Paulo, um dos mais influentes jornais do país.
Assumiu a direção do periódico em 1891 e tornou-se seu proprietário em 1902, promovendo uma profunda modernização editorial e consolidando a independência do jornal em relação aos partidos políticos. Também teve atuação na vida pública como vereador, deputado, senador estadual e defensor de causas cívicas e culturais.
Localização: Quadra 45, Terrenos 15 e 16.

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João Briccola
João Briccola (1860–1924) foi um industrial e empreendedor italiano que contribuiu para o crescimento de São Paulo durante o período de modernização da cidade. Integrante da geração de imigrantes que impulsionou a indústria paulista, ajudou a transformar a capital em um dos principais centros econômicos do país.
Localização: Rua 35, túmulo 4 LD.
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Família Siciliano
O escultor ítalo-brasileiro Amadeu Zani foi o responsável pelo monumental túmulo do conde Alexandre Siciliano, um dos mais impressionantes do Cemitério da Consolação. Concluído em 1927, o mausoléu tem inspiração assírio-babilônica
A família Siciliano foi uma das mais influentes da elite cafeeira paulista do final do século XIX e início do século XX. Alexandre Siciliano destacou-se como empresário, banqueiro e grande produtor de café, sendo agraciado com o título de conde.
Localização: Rua 22, túmulo 3-4 LE.

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Luigi Chiaffarelli
Luigi Chiaffarelli (1856–1923) foi um pianista, maestro, compositor e professor ítalo-brasileiro, considerado um dos maiores mestres de piano da história do Brasil. Nascido em Isernia, na Itália, chegou ao Brasil em 1880 e estabeleceu-se em São Paulo, onde exerceu enorme influência na formação musical de várias gerações.
Dominava diversos idiomas e teve papel fundamental no desenvolvimento da educação musical paulista no final do século XIX e início do século XX.
Localização: Rua 11, túmulo 36.

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Conde de São Joaquim
O Conde de São Joaquim (1834–1909) foi um importante comerciante e filantropo português radicado em São Paulo. Fundador e benfeitor da Sociedade Portuguesa de Beneficência, recebeu os títulos de Barão, Visconde e Conde de São Joaquim pela Coroa Portuguesa.
Seu mausoléu no Cemitério da Consolação, em estilo neogótico e revestido em mármore de Carrara, destaca-se pela forma de capela.
Localização: não localizei as coordenadas exatas.

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Barão de Iguape
Antônio da Silva Prado, Barão de Iguape (1778–1875), foi um dos homens mais ricos e influentes do Brasil Imperial. Tropeiro, comerciante, fazendeiro, cafeicultor e político, construiu sua fortuna inicialmente no comércio de muares entre o Sul e São Paulo, tornando-se posteriormente um dos grandes proprietários rurais da província.
Exerceu os cargos de capitão-mor e vice-presidente da Província de São Paulo, recebendo o título de Barão de Iguape em 1848 e a grandeza do título em 1854 pelos serviços prestados ao Império.
Localização: Rua 07, túmulo 22.

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Barão do Tietê
José Manoel da Silva (1808–1877), o Barão do Tietê, foi um importante fazendeiro, comerciante e político paulista do período imperial. Proprietário rural de destaque na região de São Paulo, participou ativamente da vida econômica e política da província durante o ciclo de expansão da cafeicultura.
Em reconhecimento à sua influência e aos serviços prestados ao Império, recebeu o título de Barão do Tietê concedido por Dom Pedro II.
Localização: Rua 1, Terreno 13.

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Emílio Ribas
Emílio Ribas (1862–1925) foi um médico e sanitarista brasileiro que revolucionou a saúde pública no país. Responsável por importantes campanhas contra a febre amarela e outras doenças epidêmicas, ajudou a transformar São Paulo em referência no combate às enfermidades tropicais.
Seu legado permanece vivo em instituições como o Instituto Butantan e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Localização: Quadra 1A, Terreno 8.

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Paolo Mazzoldi
Paolo Mazzoldi (1886–1921) foi um jornalista, intelectual e militante sindical italiano que se destacou entre a comunidade de imigrantes italianos em São Paulo no início do século XX. Chegou ao Brasil em 1909 e atuou como editor e diretor de importantes jornais em língua italiana, tornando-se uma voz influente nos debates políticos e sociais da época.
Defensor do sindicalismo revolucionário, contribuiu para a organização dos trabalhadores e para a circulação de ideias entre os imigrantes italianos no Brasil.
Seu túmulo é obra do escultor Amadeu Zani.
Localização: Quadra 39, túmulo 14A.

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Tumulo original de Aleksander Brodowski
Aleksander “Alexandre” Brodowski (1856–1899) foi um engenheiro polonês radicado no Brasil que teve papel importante na expansão das ferrovias paulistas no final do século XIX. Formado pela Escola Politécnica de Zurique, na Suíça, chegou ao Brasil para trabalhar na São Paulo Railway e posteriormente integrou a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, contribuindo para a ampliação da malha ferroviária que impulsionou o desenvolvimento do interior paulista.
Em 2016, a prefeitura do município paulista de Brodowski (cidade que nasceu ao redor de uma estação ferroviária e foi batizada em homenagem ao engenheiro) conseguiu autorização legal para transferir os restos mortais do casal para o Cemitério Municipal de Brodowski.
Localização: Quadra geral 9, túmulo 5.

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Família de João Kfouri
Jazigo horizontal em granito rosa Salto, ornamentado com a alegoria da Saudade em bronze. A obra foi executada pelo escultor Roque de Mingo (1890–1972), artista responsável por diversos monumentos funerários do Cemitério da Consolação.
Localização: Rua 06, túmulo 18-19.

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José de Paula Leite de Barros
José de Paula Leite de Barros foi uma figura de destaque na sociedade paulista, atuando simultaneamente nas áreas da medicina, da política e da carreira militar.
O monumento foi executado pelo escultor Roque de Mingo (1890–1972) e apresenta uma composição em granito azul norueguês, com a escultura de uma mulher ajoelhada e velada segurando um crucifixo, símbolo de fé, devoção e luto.
Localização: Quadra 8, túmulo 12.

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Basílio Jafet
Basílio Jafet (1866–1947) foi um empresário, industrial e comerciante de origem libanesa que desempenhou papel fundamental no desenvolvimento econômico de São Paulo nas primeiras décadas do século XX. Chegou ao Brasil ainda jovem e, ao lado de seus irmãos, fundou um dos mais importantes grupos comerciais e industriais da época, com atuação nos setores têxtil, imobiliário e financeiro.
A família Jafet tornou-se uma das mais influentes da comunidade sírio-libanesa no país, contribuindo significativamente para a industrialização paulista.
Localização: Rua 7, Terreno 36.

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Família Starace
O mausoléu foi projetado por Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851–1928), um dos mais importantes arquitetos da história de São Paulo, responsável por obras como o Theatro Municipal, o Mercado Municipal e a Pinacoteca.
Construído em estilo russo, o monumento destaca-se pela cúpula característica, pelos sarcófagos ornamentados, pelos relevos florais e pela figura de um anjo em alto-relevo. A composição é complementada por uma porta de bronze e detalhes decorativos que remetem à arquitetura religiosa do leste europeu.
Localização: Rua 35, túmulo 16-17-18-19 LE.

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Eusébio Matoso
Eusébio Barbosa de Queirós Matoso (1897–1982) foi advogado, empresário e uma figura de destaque da sociedade paulista do século XX. Descendente direto de uma tradicional família ligada ao Império do Brasil, era bisneto de Eusébio de Queirós, o ministro da Justiça responsável pela lei que suprimiu o tráfico transatlântico de escravizados.
Formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1919, destacou-se no setor empresarial e participou ativamente de iniciativas econômicas e sociais em São Paulo.
Localização: não localizei as coordenadas exatas.

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Luiz Isola
Luiz Isola foi um membro da tradicional família Isola, ligada à elite paulistana das primeiras décadas do século XX. Seu jazigo no Cemitério da Consolação tornou-se especialmente conhecido não apenas pela importância da família, mas pela obra escultórica criada em 1927 pelo artista italiano Nicola Rollo, um dos grandes nomes da arte tumular paulista.
Localização: Rua 38, túmulo 30.

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Família Jafet
Um dos mais impressionantes túmulos do Cemitério, o Mausoléu da Família Jafet é uma obra de bronze art-deco de autoria de Materno Gribaldi chamada de “Navio de Mulheres”.
Localização: Rua 37, túmulo 12.



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Informações importantes
📍 Endereço: Rua da Consolação, 1660 – Consolação, São Paulo – SP, 01302-001.
🕓 Funcionamento: diariamente, das 7h às 16h (horário sujeito a alterações).
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Quando ir à Sampa
A cidade de São Paulo é um destino turístico popular durante todo o ano. No entanto, dependendo das suas preferências e objetivos de viagem, algumas épocas podem ser mais adequadas do que outras.
De forma geral, a cidade apresenta variações climáticas consideráveis ao longo do ano, com períodos mais secos e quentes e outros mais úmidos e frios.
Entre maio e setembro, durante o inverno e início da primavera, as temperaturas em Sampa são mais amenas, variando entre 12°C e 23°C, e a probabilidade de chuva é menor.
Já se você não se importa com o frio e quer aproveitar ao máximo as atividades culturais e eventos da cidade, a melhor época para visitar São Paulo é entre junho e agosto.
Apesar de ser o período mais frio do ano, com temperaturas médias em torno de 15°C, é quando acontecem alguns dos maiores festivais da cidade, como a Festa Junina, a Parada do Orgulho LGBQIAP+ e o Festival Internacional de Teatro.
Já se você está em busca de agitação e animação, a melhor época para visitar São Paulo é durante o Carnaval, que acontece em fevereiro ou março, dependendo do ano. Nesse período, a cidade é tomada por blocos de rua, desfiles de escolas de samba e muitas festas.

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Onde se hospedar em São Paulo
A rede hoteleira de Sampa é bastante diversificada, com opções que vão desde hotéis econômicos até hotéis de luxo 5 estrelas, justamente por ser o centro financeiro e comercial do Brasil e ter uma rica oferta cultural e turística, o que atrai muitos viajantes a negócios e a lazer.
Abaixo deixo algumas indicações bacanas para vocês e que são de fácil acesso às marginais:
– Sheraton São Paulo WTC Hotel: hotel 5 estrelas localizado na região da Berrini e a diversas empresas e comodidades. Os quartos são espaçosos e confortáveis, com decoração moderna. O hotel conta com piscina, academia, spa e restaurante.
– Hilton São Paulo Morumbi: outro hotel 5 estrelas localizado próximo à Marginal Pinheiros, com vista para a Ponte Estaiada. Os quartos são amplos e confortáveis, com decoração elegante. O hotel oferece piscina, academia, spa e restaurante.
– Pullman São Paulo Vila Olímpia: hotel 4 estrelas localizado na região da Vila Olímpia e com quartos modernos e confortáveis e decoração contemporânea. O hotel oferece piscina, academia, spa e restaurante.
– Mercure São Paulo Nações Unidas: hotel 3 estrelas localizado na região da Chácara Santo Antônio, próximo à Marginal Pinheiros e ao Transamérica Expo Center. Os quartos são simples, mas confortáveis. O hotel oferece academia, restaurante e estacionamento.
– Ibis Styles São Paulo Faria Lima: hotel 3 estrelas localizado na região da Faria Lima e a diversas empresas. Os quartos são modernos e aconchegantes, com decoração colorida. O hotel oferece café da manhã, academia e estacionamento.
– Ibis São Paulo Morumbi: hotel 3 estrelas localizado na região do Morumbi e a diversos shoppings. Os quartos são simples, mas confortáveis, oferecendo café da manhã, restaurante e estacionamento.
– Travel Inn Live & Lodge Ibirapuera: hotel 3 estrelas localizado próximo ao Parque do Ibirapuera, na região da Vila Clementino. O hotel oferece piscina, academia e estacionamento.
Lembre-se de verificar a disponibilidade, preços e outras informações relevantes diretamente com as acomodações.
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