Um dia em São Luís do Maranhão: Centro Histórico, Ponta d’Areia e Espigão Costeiro

Cheia de história e de belezas naturais e culturais, São Luís infelizmente ainda é desprezada pela maioria dos turistas, isso porque a capital maranhense, que tem o maior aeroporto e terminal rodoviário do estado, acaba servindo apenas de passagem para quem vai para a região dos Lençóis Maranhenses. Muitos visitantes também são motivados a “abandonar” São Luís pela falta de tempo. Eu mesmo fui desses motivados, já que tinha apenas 4 dias para curtir ao máximo o estado, mas fiz questão de reservar pelo menos um dia para conhecer um pouquinho da Ilha do Amor.

  • Informações práticas

Nome: São Luís
Estado: Maranhão
Fundação: 1612
População: 1.091.000 (2017) – 1° estado |15° país
Gentílico:  são-luisense ou ludovicense
IDH: 0.768 – 1° do estado entre 217 municípios

Palácio dos Leões, sede do governo do Estado

Andando pelas ruas do Centro Histórico sob o calorzão do Nordeste

Cheguei pela manhã de um sábado no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís, depois de um voo LATAM de 3 horas que partiu de Guarulhos/SP. Saindo do aeroporto, peguei um Uber até o Centro Histórico, onde estava hospedado, pelo valor de R$25,00 por uma corrida de meia hora. Como tinha pouco tempo, realizei meu check-in na Pousada Portas da Amazônia (vou falar dela em outro post) e fui bater perna por boa parte do rico Centro Histórico. Já no finalzinho da tarde conheci um pouquinho do litoral, onde visitei o Forte de Santo Antônio, o Espigão Costeiro e a praia da Ponta d’Areia.

Rua Portugal, a mais famosa do Centro Histórico
  • Centro Histórico de São Luís

Única cidade brasileira fundada por franceses, em 1612, São Luís foi posteriormente invadida por holandeses e por fim colonizada pelos portugueses. E boa parte desse legado colonial pode ser observado no Centro Histórico de São Luís, um dos maiores do país e o maior conjunto arquitetônico tipicamente português fora de Portugal. São inúmeras ruas com casarões, palácios e igrejas que nos enchem os olhos e que nos dá a impressão de que a cidade parou no tempo.
Devido ao clima quente e úmido da região, as construções de taipa, típicas da época, se tornavam pouco resistentes. A solução encontrada foi o uso de azulejos – trazidos de Portugal e pintados a mão – na impermeabilização das fachadas de taipa, se tornando a principal característica arquitetônica do centro histórico. As plantas dos casarões são em sua maioria em “L” ou em “U”. Mais de 3.000 desses imóveis estão tombados pelo patrimônio histórico estadual, e 1.400 pelo IPHAN, desde 1974. Parte desse sítio também foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1997. Apesar de sua importância histórica, arquitetônica e cultural, tive a impressão que a região está abandonada.  Em algumas ruas, há bastante lixo no chão e muitos casarões estão fechados e à espera de uma restauração urgente. Havia também pouco comércio funcionando e movimentação nas ruas. Aqui, não deixe de visitar o Palácio dos Leões (sede do governo do Estado), Catedral de Nossa Senhora da Vitória, Convento do Carmo, Casa das Tulhas e Rua Portugal.

Saiba mais clicando aqui.

Catedral de São Luís Nossa Senhora da Vitória na Praça Pedro II

Casarões da Rua Portugal
Rua 28 de julho no coração do Centro Histórico
Casarão na Rua 28 de julho
Palácio dos Leões, sede do governo do Estado
  • Forte de Santo Antônio

Depois de aproveitar o Centro Histórico, já no finalzinho da tarde peguei um Uber em frente à Catedral e fui até o Forte de Santo Antônio da Barra. A corrida de 15 minutos custou R$14,00.
Marco arquitetônico de São Luís, o Forte foi construído em 1614 pelos franceses na Ponta D’Areia, ponto estratégico da cidade, afim de servir como meio de resistência às constantes invasões estrangeiras, sendo uma das mais antigas construções militares do Nordeste brasileiro. Apesar de sua importância histórica, o Forte passou vários anos abandonados, até ser totalmente restaurado em parceria com o IPHAN e entregue para a população em 2017, quando passou a sediar um novo espaço cultural com dois museus: Museu das Embarcações, que tem em seu acervo 18 tipos de embarcações tipicamente maranhenses por meio de maquetes em escala e que fazem parte do patrimônio cultural da cidade; e o Museu da Imagem e do Som, que contempla uma sala de projeção com diversos vídeos sobre a cultura maranhense, além de vários equipamentos de audiovisual, como câmeras e projetores. Toda a área ao redor também foi urbanizada nesse processo de revitalização.
O Forte Santo Antônio fica aberto de terça a sexta-feira, das 10 às 20h, e sábados e domingos, das 10 às 19h.

  • Espigão Costeiro

Bem ali ao lado do Forte de Santo Antônio se localiza o Espigão Costeiro. Inaugurado em 2014 com o objetivo de barrar a erosão causada pela força da maré, a construção do Espigão resultou no aumento da faixa de areia da praia da Ponta D’Areia e rapidamente se tornou um dos mais interessantes pontos turísticos de São Luís, sendo muito visitado por famílias principalmente nos finais de semana. Com 572 metros de extensão e 8 metros de altura, o espigão é considerado o melhor lugar para apreciar o por do sol e realmente pude comprovar isso. A beleza e a sensação de paz do lugar é sensacional. Ah, é em frente ao Espigão que fica o famoso letreiro “Ilha do Amor” (mas se prepare, a fila para tirar uma fotozinha nele é grande).

Por do sol no Espigão
Espigão
  • Ponta d’Areia

Saindo do espigão, aproveitei para dar uma passeada pela orla da Ponta d’Areia, que fica bem ao lado. Apesar de ser uma das áreas mais nobres, famosas e vibrantes da cidade, as águas da da Baía de São Marcos são poluídas, sendo comum encontrar muito lixo na praia trazido pelas ondas. Sem falar que boa parte dos luxuosos condomínios da região jogam seu esgoto no mar. Uma pena. Mas mesmo assim é possível aproveitar o belo calçadão de 2 Km da praia, muito utilizado pelos moradores para caminhadas e repleto de bares e restaurantes.

Ponta d’Areia
Praia da Ponta d’Areia

  • Finalizando o dia no Restaurante Cabana do Sol

Anoiteceu e eu não poderia passar por São Luís sem apreciar a típica culinária maranhense. Então, antes de voltar à pousada, peguei um Uber e fui jantar em uma das unidades do Cabana do Sol, badalado restaurante que fica localizado a 10 minutos do Espigão (R. João Damasceno, 24 A – São Marcos). Com pratos na faixa de R$120,00 – mas que servem duas pessoas – eu pedi um peixe grelhado (não lembro o nome) acompanhado de arroz cuxá e uma latinha do famoso guaraná Jesus (gostoso, mas extremamente doce). A comida estava uma delícia e o atendimento foi muito bom. Ao todo, meu jantar saiu por R$ 66,00 (como estava sozinho, eles dividiram o valor do prato principal pela metade).

Saindo do restaurante, pedi um Uber (R$ 10,00) e voltei para a pousada para poder descansar um pouco, já que logo na manhã seguinte teria uma longa viagem de 4 horas até os Lençóis Maranhenses *_*.

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2 Respostas a “Um dia em São Luís do Maranhão: Centro Histórico, Ponta d’Areia e Espigão Costeiro

  1. Parabéns pela postagem. Sou maranhense , moro em São Luís e sou apaixonada por essa cidade <3. Como vc bem colocou na sua narrativa, São Luis infelizmente não é cuidada como deveria ser, espero que os governantes olhem com maior importância pra cidade, sobretudo valorizando seu patrimônio histórico que nos enche de orgulho.
    Bem-vindo à ilha de upaon Açu😉

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