Roteiro de 1 dia pela cidade histórica de Sabará em Minas Gerais

Localizada na Estrada Real, bem próxima a Belo Horizonte, Sabará é o lugar ideal para fugir da correria da cidade grande. É pequena, aconchegante e repleta de belezas históricas e arquitetônicas, com destaque especial para as igrejas barrocas, fruto das riquezas geradas pelo ciclo do ouro na região. Ainda pouco conhecida pelos viajantes, principalmente se comparada com outras cidades históricas como Ouro Preto e Tiradentes, Sabará é também lugar de gente simples e hospitaleira.

  • História

Um dos mais antigos vilarejos de Minas Gerais, Sabará surgiu a partir de um arraial bandeirante no final do século XVII. Em 1707 se transformou em freguesia; em 1711 se transformou em vila, pelo administrador colonial Antônio de Albuquerque, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará e desde 1838 é cidade com o nome de Sabará – forma abreviada do tupi tesáberabusu, que significa “grandes olhos brilhantes”, uma referência as minas de ouro.

Sabará foi uma das cidades mais ricas da região durante o ciclo do ouro, tendo se tornado sede da comarca e da casa de fundição, onde todo o ouro era levado para ser fundido em barras e ser taxado.

O bandeirante Borba Gato viveu muitos anos em Sabará e que foi seu guarda-mor. Foi também em Sabará que morreu um dos delatores da Inconfidência Mineira, o coronel Basílio de Brito Malheiro Lago.

Com a queda do ouro, a cidade demorou para ser urbanizada, o que, claro, ajudou a preservar seu belo centro histórico. A proximidade com BH e os preços acessíveis trouxeram muita gente para morar na região e muitas casas cobrem os morros da cidade de forma desordenada. Hoje, Sabará tem mais de 135 mil habitantes e tem o setor de serviços e o turismo como base de sua economia. Muitos turistas são atraídos pelo carnaval de rua e pelos festivais gastronômicos: o Festival da Jabuticaba (novembro) e o Festival do Ora-pro-nóbis (maio).

Urbanização em Sabará
  • Atrações em Sabará:

  • As ruas

As ruas do Centro Histórico, formadas ao longo do século XIX, são uma atração a parte. Coloridas, charmosas e cheias de história, as ruas rendem belas fotos.

  • Igreja de São Francisco de Assis

A Igreja de São Francisco de Assis sob a invocação de Nossa Senhora dos Anjos foi fundada em 1761 como uma simples capela dedicada a Nossa Senhora Rainha dos Anjos. Em 1772 começou a construção de uma nova igreja, maior e imponente. Porém, devido a falta de recursos, a igreja só foi finalizada quase cem anos depois, em 1864, quando a antiga capela que ainda funcionava no interior da nova igreja foi destruída. A falta de dinheiro justifica a simplicidade de seu interior, quase sem ornamentações.

  • Igreja do Rosário

A grande vontade dos negros de Sabará em ter uma igreja própria fez com que a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos da Barra do Sabará inicia-se a construção da Igreja do Rosário, substituindo assim, uma antiga capela de madeira. Porém, também devido às suas grandes proporções e a falta de dinheiro da comunidade, devido principalmente a queda da mineração em Sabará, a igreja jamais foi concluída – apenas as paredes foram construídas. Mesmo assim, os cultos e orações continuaram na pequena capela de taipa construída dentro da nova estrutura e que formam um bonito contraste.

Capela de taipa no interior da igreja

  • Praça Melo Viana

A mais importante praça de Sabará serve como ponto de convívio para a população. Ao redor dela se encontram a Igreja do Rosário, o Fórum, duas escolas municipais e o Chafariz do Rosário.

  • Casarões coloniais

Vários casarões coloniais foram preservados e se transformaram em prédios públicos, como é o caso da Prefeitura, da Câmara municipal, da Biblioteca Municipal e do Museu do Ouro, onde funcionava a intendência e a fundição da cidade . Outro exemplo é a Casa de Borba Gato, que ao contrário do que sugere, nunca serviu de residência do bandeirante. Ela na verdade pertencia a Família Guimarães e recebeu esse nome em 1911.

Casa Borba Gato
Biblioteca
Câmara Municipal
  • Igreja de Santo Antônio

A pequena igreja do Pompéu, uma das mais bonitas de Sabará, foi construída em meados de 1731 e reestruturada em 1898 por Diogo de Vasconcelos. Tem forro com painéis e pinturas sobre os milagres de Santo Antônio. A igreja permanece fechada e só abre mediante agendamento prévio.

  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo

A mais bela igreja de Sabará começou a ser construída em 1763 e se estenderam até o final do século XIX. É famosa por ter vários ornamentos feitos por Aleijadinho, como os relevos do frontispício e da portada. Já as talhas douradas dos altares foi obra de Francisco Vieira Servas. Foi construída a mando da Irmandade Terceira do Carmo.

Ornamentação feita por Aleijadinho
  • Catacumbas e Cemitério do Carmo

As Catacumbas da Igreja do Carmo foram construídas entre 1828 e 1847 para sepulcro de pessoas importantes da cidade. Há um pequeno cemitério ao lado.

  • Bosque Municipal

Uma das áreas verdes mais importantes da cidade, o Bosque Municipal Alfredo Machado fica aberto de terça a domingo, das 08 às 16 horas.

  • Igreja de Nossa Senhora das Mercês

Não se sabe exatamente o ano de conclusão da igreja, mas registros mostram que já em 1781 ela foi reformada. Já a Irmandade de Nossa Senhora das Mercês, responsável pela construção da igreja, foi fundada em 1778. Seu interior é bem simples, quase sem ornamentações.

  • Restaurante Moinho D’Água e Rancho da Cultura

 Um dos restaurantes mais famosos e visitados da cidade, o Moinho D’Água fica localizado em um sítio no bairro do Pompéu. Lugar rústico e simples, oferece a típica comida mineira com preços acessíveis – o serviço é self-service. Já seu nome se dá por uma bica d’água localizada nos jardins.

Bem ao lado fica o Centro Cultural Rancho da Cultura, um espaço dedicado às artes e a literatura. Idealizado em 2012 pelo escritor Silas Fonseca, o espaço é cercado de muita natureza.

  • Como chegar:

Sabará é a cidade histórica mais próxima de Belo Horizonte – apenas 21 km separam as cidades e o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou transporte por aplicativo.

Da capital, o ônibus 9030, que passa na Rua dos Caetés, te deixa bem ao lado do centro histórico, na avenida principal. A passagem custa R$4,05. Já o ônibus 4986 vai até o terminal rodoviário e custa R$6,30.

De carro, o caminho é quase reto: é só seguir pela Avenida Cristiano Machado e depois pela BR-262, sempre se atentando as placas informativas (o centro histórica está à esquerda da rodovia.

Devido a proximidade, as corridas de Uber ou 99 são comuns entre as duas cidades e podem ser muito vantajosas se você estiver com mais pessoas. O valor fica entre R$40,00 e R$50,00, dependendo do trânsito.

  • Se localize:

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