Santa Felicidade, o tradicional bairro italiano de Curitiba

Você sabia que Curitiba tem um bairro tipicamente italiano? Pois é, eu também não sabia até pouco tempo atrás e durante minha visita a cidade, fiz questão de colocar Santa Felicidade no roteiro, bairro que nos últimos anos vem atraindo cada vez mais turistas principalmente por seu polo gastronômico, um dos principais da cidade.

  História:

Apenas para contextualizar, Santa Felicidade é um distrito que abrange 15 bairros curitibanos: Butiatuvinha, Campina do Siqueira, Campo Comprido,Cascatinha,CIC-Jardim Gabineto, Lamenha Pequena, Mossunguê, Orleans, Santa Felicidade, Santo Inácio, São Braz, São João, Seminário, Vista Alegre e claro, Santa Felicidade, o bairro central. Juntos, eles possuem mais de 136 mil habitantes, 25 mil apenas em Santa Felicidade. Aliás, esse bairro surgiu no ano de 1878 no antigo caminho que ligava a capital ao norte do estado, trajeto esse conhecido como Estrada do Cerne. E devido a sua localização, a região recebeu um grande número de imigrantes italianos, principalmente das regiões de Vêneto e Trento, no norte do país. Esses colonos sobreviviam da produção de queijos, vinhos e hortifrutigranjeiros, tradições que sobreviveram com o tempo e formam boa parte do comércio atual da região.

Já o nome do bairro é uma homenagem a fazendeira portuguesa Felicidade Borges, antiga proprietária das terras onde o bairro surgiu e que possivelmente teve seu nome, Felicidade, derivado da santa da Igreja Católica.

  O que ver e fazer no bairro:

  • Avenida Manoel Ribas

Essa é a principal avenida de todo o distrito, dividindo o bairro de Santa Felicidade em lado norte e sul. Nela estão localizados boa parte do comércio, restaurantes e serviços da região. É também nessa avenida que está o Portal Santa Felicidade. Inaugurado em 1990, ele retrata construções típicas do bairro, como a Igreja de São José.

Portal
  • Casa das Pinturas

Essa fofa casa foi construída em 1878 pela Família Menegusso e é conhecida pelas pinturas localizadas na parte externa.

  • Igreja de São José

Mais antigo e simbólico templo religioso do bairro, a igreja foi construída em 1891 em resposta a forte religiosidade dos imigrantes. Em 2013, Santa Felicidade foi declarada co-padroeira da Paróquia. que passou a ser chamada “São José e Santa Felicidade”.

  • Bosque Italiano

Também conhecido como Bosque São Cristóvão, esse parque de 23 mil metros quadrados abriga quiosques, capela, o Memorial da Imigração Italiana, construído entre 1993 e 1996 e um espaço para eventos onde todos os anos é realizada a Festa da Uva e a Festa do Vinho.

  • Casa dos Gerânios

Essa casa na avenida Emílio Ribas foi construída em 1880 por Nicolau Boscardim, sendo um dos mais antigas ainda existentes no bairro. Ficou conhecida como “Casa dos Gerânios” pela tradição familiar de enfeitar as janelas com gerânios.

  • Casa dos Arcos

Casa construída por Brasílio Gichelle em 1895 para ser residência do imigrante italiano Marco Moceli. É o único exemplar do bairro com arcada frontal no térreo, fazendo a entrada do comércio. Já o piso superior era reservado à moradia.

  • Cemitério de Santa Felicidade

Essa dica é para os amantes de arte tumular. O Pantheon de Santa Felicidade foi construído em 1886 e compõe-se de 18 capelas em estilo neoclássico de famílias tradicionais do bairro. Desde 1977 faz parte da lista de patrimônios culturais da cidade.

Polo gastronômico:

Por ser um bairro de cultura italiana, boas opções gastronômicas não faltam em Santa Felicidade, que nos últimos anos se tornou um badalado polo com restaurantes, bares, cafés e vinícolas.

Um dos mais famosos é o Madalosso, composto de dois restaurantes: o Velho Madalosso, fundado em 1963 e com capacidade para 24 pessoas e o Novo Madalosso, aberto em 1970 e que recebeu em 1995 o título de maior restaurante da América Latina. São 70 cozinheiros, 160 garçons e capacidade para mais de 4.600 pessoas, oferecendo rodízio de comida típica italiana com mais de 14 pratos como risotos, spaghettis e canelones, além de opções de sobremesas.

Eu optei por comer no Ristorante Siciliano, outro restaurante famoso no bairro por sua arquitetura. O serviço de rodízio é bem suculento e com várias opções de massas.

Minha mesa no Siciliano: comi muitoooooo

Também não faltam opções de café e chocolaterias na avenida Emílio Ribas, como Cacau Show, Florybal  e a Casa di Cacao, onde comprei essa deliciosa torta abaixo:

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