10 motivos para conhecer Valparaíso, a pérola do Pacífico chileno

Joia do Pacífico, antigo lar de Pablo Neruda e Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Essa é Valparaíso, uma das mais encantadoras cidades chilenas, repleta de muita história, beleza e arte. Ou como diria Neruda: “Valparaíso, qué disparate eres, qué loco, puerto loco, qué cabeza con cerros, desgreñada, no acabas de peinarte”.

Popularmente conhecida como Valpo,  Valparaíso tem cerca de 300 mil habitantes, sendo a terceira maior cidade do Chile, depois de Santiago e Concepción. Já sua região metropolitana tem quase um milhão de habitantes.

Armada de Chile
Plaza de la Victoria
Centro Histórico de Valparaíso

Ao longo de sua história, o grande terremoto de 1906 foi um dos episódios mais marcantes, sendo um divisor de águas na cidade. Praticamente destruída, muitos de seus antigos moradores se mudaram para regiões vizinhas, como por exemplo Vina del Mar.

Atualmente, a cidade ainda continua sendo um importante centro financeiro e comercial, principalmente por seu porto, além de ser sede do poder legislativo chileno e de outras importantes repartições estatais como a Aduana e o Comando da Armada. É também uma importante rota turística, recebendo visitantes de várias partes do mundo, instigados a conhecer sua cultura, sua arquitetura ou apenas respirar o ar fresco do pacífico, ou seja, motivos não faltam para visitar a cidade. Vamos conhecer alguns deles?:

  • 1°: Localização

Localizada a apenas 140 km de Santiago, Santiago é um ótimo destino para fazer os famosos bate volta. A ligação com a capital pode ser feita através de uma boa rodovia, a Rota 68 (tem dois pedágios no trajeto) e em menos de duas horas. E o melhor: boa parte desse trajeto corta as vinícolas da região de Casablanca, ou seja, ainda dá para fazer algumas paradas pelo caminho 😀.
De transporte público, há inúmeras empresas que ligam Valparaíso não apenas á Santiago, mas há inúmeras outras cidades do país.

Por ser uma cidade litorânea, você também pode combinar um Cruzeiro na sua viagem. Ou seja, não há motivos para incluir Valpo na sua trip. Ah, o maior e mais badalado balneário do Chile (Vinã del Mar) fica praticamente ao lado, sendo acessível até de metrô.

Arco Britânico
  • 2°: A história

Valparaíso respira história. Os espanhóis chegaram nas terras antes ocupadas por indígenas por volta de 1536, quando o capitão Diego de Almagro batizou a baía de Valparaíso. Já a cidade urbanizada começou a desenvolver a partir de 1559, com a construção de uma pequena capela onde hoje está a Igreja Matriz. A partir do século XVIII, o porto de Valparaíso se tornou um dos maiores do vice reino, o que trouxe desenvolvimento para a cidade, graças a exportação de vinhos, queijos e couros. Com a independência, se tornou escala obrigatória de rotas marítimas e trouxeram uma grande quantidade de imigrantes para a região e essa mescla de culturas pode ser observada na arquitetura, nosso próximo tópico.

Centro Histórico de Valparaíso

  • 2°: Arquitetura única

Assim como o Rio de Janeiro, Valparaíso cresceu entre morros e o mar, ou seja, as construções tiveram que se adaptar a geografia. O resultado desse processo urbanístico é um amaranhado de ruas e vielas repleta de construções dos mais diferentes tamanhos, épocas, estilos e cores e que fazem a cidade parecer uma grande pintura de tão harmoniosa.  Com o crescimento e modernização da cidade, muitos casarões e antigos sobrados foram demolidos, principalmente na área central. Mesmo assim, ainda é possível encontrar muitas preciosidades arquitetônicas, como palácios, igrejas e museus.

Casa típica de Valparaíso
Plaza Justicia
Edifício Dirección Nacional de Aduanas
Biblioteca Municipal
Contrastes
  • 3°: As ruas

O melhor jeito de conhecer Valparaíso é se perder por suas ruas. Ela são em sua maioria estreitas, antigas, com aspecto de abandono, mas ao mesmo tempo são cheias de vida, cor e arte. Mas claro, sempre tomando cuidado por onde anda, já que furtos são bem comuns na região.

As ruas de Valpo <3

  • 4°: Os ascensores

Impossível imaginar Valparaíso sem seus elevadores. Os funiculares – popularmente conhecidos como ascensores – se tornaram ao longo dos anos não apenas um importante meio de transporte, mas também um marco histórico fundamental da cidade.

Devido a inclinação de seus morros, o acesso de transporte público motorizado é de difícil acesso e em muitas ruas é quase que impossível. Isso sem falar que a pé, essas subidas podem ser bem cansativas. Com isso, os ascensores foram instalados com o objetivo de ligar a parte alta com a parte baixa da cidade. O primeiro deles foi o Concepción, instalado em 1883 e considerado um dos primeiros a ser construído no continente. Com o passar dos anos, inúmeros outros foram sendo até 1931, quando a cidade já tinha mais de 30 em funcionamento simultâneo.

Atualmente, apesar de serem uma referência turística, muitos deles estão abandonados ou precisando de reformas. Entre os mais famosos e que permitem boas vistas estão: Ascensor Artillería (liga a Praza Weelwright ao Paseo 21 de Mayo e é o que oferece a melhor vista da região portuária), Ascensor El Peral (liga a Plaza Justicia ao Paseo Yugoeslavo), Ascensor Barón (liga o Mercado Persa na Av. España ao Paseo Mirador Diego Portales) e o próprio Ascensor Concepción ( liga a Rua Prat ao morro mais conhecido da cidade, o Cerro Concepción, onde fica o Paseo Gervasoni).

Obs: o ticket para andar neles custa poucos centavos.

Ascensor El Peral
Ascensor Artillería
  • 5°: Os museus

A cidade tem 7 museus que em sua maioria ficam instalados dentro de imponentes e históricas construções e tem os mais variados temas e acervos. O mais famoso e visitado deles é a La Sebastiana, casa que Pablo Neruda, cansado de Santiago, construiu em 1959 para viver em maior tranquilidade. Outros museus interessantes são o Museu Marítimo Nacional e o Palácio Baburizza, onde funciona o Museu Municipal de Bellas Artes.

Museu Marítimo Nacional
Palácio Baburizza, atualmente um museu
Fachada do Palácio Baburizza
  • 6°: As praças

A cidade tem bonitas praças, principalmente na sua área central, como as Plaza Sotomayor, Plaza O’Higgins, Parque Itália e a Plaza de la Victoria. Arborizadas e cheias de monumentos, essas praças são também palco de feiras e apresentações cívicas.

Plaza de la Victoria
Plaza de la Victoria
Monumento a los Héroes de Iquique na Plaza Sotomayor
Praça na Avenida Brasil
  • 7°: Os Mirantes:

Um dos melhores jeitos de conhecer a dimensão urbana (muitas vezes caótica) de Valparaíso é através de seus mirantes. Muito dos 43 morros da cidade ( popularmente chamados de cerros) oferecem vistas interessantíssimas, além de serem importantes pontos de convívio dos moradores – é muito comum encontrar feiras e artistas de rua nesses lugares.

Os mirantes mais visitados e disputados da cidade são o Paseo Yugoslavo, Paseo 21 de mayo, Paseo Gervasoni e o Paseo Atkinson.

Paseo Yugoslavo
Paseo 21 de mayo
Paseo 21 de mayo
  • 8°: A vida cultural e artística

A decadência que a cidade sofreu no século XX para ter contribuído para que Valpo se tornasse um vibrante reduto artístico. Andar e se perder pelas ruas da cidade é se deparar com muita arte: são grafites, murais e artistas de rua. A cada esquina é possível encontrar um cantor melódico, um retratista ou um contador de histórias. Não é por acaso que Pablo Neruda escolheu a cidade para construir uma de suas residências e a lançou para o mundo nos anos 80 e 90. Em 2003, Valparaíso é reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, reconquistando parte de seu valor cultural e artístico.

Música ao vivo no Paseo 21 de mayo
  • 9°: Igrejas que se destacam no horizonte       

Assim como a maioria das cidades latinas, Valparaíso também tem inúmeras igrejas, riquíssimas em arte e em história. A primeira igreja construída na cidade foi uma pequena capela fundada em 1559 pelo Bispo de Santiago, Rodrigo Marmolejo. Apesar de não existir mais, foi através dessa construção que a cidade se desenvolveu.

Entre as construções mais interessantes, destaco a Igreja Matriz, a Igreja Luterana Santa Cruz e a Catedral de Valparaíso, na Plaza de la Victoria.

Catedral de Valparaíso
  • 10°: O Porto

Se o Porto de Valparaíso foi o responsável por trazer desenvolvimento e riquezas para a cidade e é atualmente um dos maiores do país, porque então não incluí-lo no roteiro? Claro que a região portuária não é uma das mais bonitas, limpas e seguras da cidade, mas mesmo assim tem seus encantos, como mirantes, construções e maquinários de época.

É aqui também que atracam os inúmeros cruzeiros que fazem a costa chilena.

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